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Novembro Roxo

Data da publicação: 11 de dezembro de 2025 Categoria: Sem categoria

TEMA: NOVEMBRO ROXO

O Novembro Roxo é o mês internacional de sensibilização sobre a prematuridade, dedicado à conscientização da população sobre a prevenção e os cuidados com o parto prematuro. A campanha tem como objetivo alertar sobre o aumento dos partos prematuros, suas consequências para o recém-nascido, a família e a sociedade, além de estimular ações que contribuam para a redução desses casos. O movimento busca mobilizar a sociedade, o poder público e os formadores de opinião quanto à importância de diminuir os partos prematuros evitáveis, promovendo equidade no acesso à saúde e justiça social para os bebês prematuros e suas famílias.

De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 340 mil bebês nascem prematuros todos os anos no Brasil, o que equivale a seis nascimentos a cada dez minutos. Em Mato Grosso do Sul, dados do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC) indicam que, entre janeiro e outubro deste ano, 3.356 dos 23.991 nascidos vivos foram prematuros.

A cor roxa simboliza sensibilidade e individualidade, características que representam os bebês prematuros. No Brasil, a campanha foi instituída pela Lei nº 15.198/2025, que também criou o Dia Nacional da Prematuridade, celebrado em 17 de novembro.

Origem

O Dia Mundial da Prematuridade, comemorado em 17 de novembro, foi criado em homenagem à data de nascimento da filha de um dos fundadores da European Foundation for the Care of Newborn Infants (EFCNI), que havia perdido trigêmeos prematuros e, posteriormente, teve uma filha nascida nesse dia, em 2008.

No Brasil, a iniciativa surgiu em 2011, a partir de um blog criado por mães e profissionais de saúde que compartilhavam experiências e informações sobre a prematuridade e suas consequências. Em 2014, foi fundada a Associação Brasileira de Pais, Familiares, Amigos e Cuidadores de Bebês Prematuros – ONG Prematuridade.com, única organização sem fins lucrativos no país dedicada à prevenção da prematuridade, à formação continuada de profissionais da saúde e à defesa de políticas públicas voltadas às famílias de bebês prematuros.

Por que a cor roxa?

A cor roxa simboliza sensibilidade e individualidade, além de representar a transmutação, isto é, a capacidade de transformação e superação — valores que refletem a força e a luta pela vida dos bebês prematuros desde seus primeiros dias.

Em escala global, 1 em cada 10 bebês nasce prematuro, totalizando cerca de 15 milhões de nascimentos antes do tempo a cada ano. Mesmo com a redução gradual do número total de nascimentos, a taxa de prematuridade continua aumentando, o que demonstra um crescimento preocupante do número de recém-nascidos em situação de vulnerabilidade em todo o mundo.

Cuidados com os Bebês Prematuros

A prematuridade pode ocasionar diversas complicações à saúde do recém-nascido, como problemas pulmonares, deficiências motoras, infecções respiratórias crônicas, doenças cardiovasculares e diabetes, além de dificuldades de aprendizagem e alterações comportamentais.

Os cuidados com os bebês prematuros envolvem desde o suporte nutricional, com ênfase no aleitamento materno, até o acompanhamento do desenvolvimento motor durante o primeiro ano de vida. A prevenção e o controle de infecções são fundamentais, uma vez que esses bebês ainda não possuem o sistema imunológico totalmente desenvolvido, exigindo atenção redobrada e acompanhamento especializado.

Prevenção da Prematuridade

A melhor forma de reduzir o número de partos prematuros é investir na prevenção. Isso inclui o pré-natal regular, controle de doenças crônicas, vacinação e orientação sobre hábitos de vida saudáveis. O acompanhamento médico constante permite identificar riscos precocemente e agir antes que o parto aconteça antes do tempo.

Além disso, hábitos de vida saudáveis — como manter uma alimentação equilibrada, evitar o consumo de álcool, cigarro e outras substâncias, e controlar o estresse — contribuem diretamente para o bem-estar da mãe e do bebê. Também é importante o planejamento reprodutivo, que oferece orientações sobre o melhor momento para engravidar e reduz riscos associados a gestações muito precoces ou tardias.

A prevenção da prematuridade é um compromisso coletivo, que envolve não apenas as gestantes, mas também a sociedade, os profissionais de saúde e as políticas públicas. Garantir que toda mulher tenha acesso à saúde de qualidade durante a gestação é um passo essencial para que mais bebês possam nascer no tempo certo, com segurança e qualidade de vida. 

Desenvolvimento após a alta hospitalar

Mesmo após o bebê deixar a UTI neonatal, o cuidado continua sendo uma parte fundamental do seu desenvolvimento. O acompanhamento regular com pediatra, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional e outros profissionais especializados é essencial para avaliar o crescimento, a alimentação, o desenvolvimento motor, cognitivo, auditivo e visual.

Durante os primeiros anos de vida, o bebê prematuro pode apresentar um ritmo diferente de evolução em comparação aos nascidos a termo. Por isso, o seguimento multiprofissional ajuda a identificar precocemente possíveis dificuldades e a oferecer estímulos adequados para favorecer o aprendizado e a coordenação.

Além disso, o acompanhamento também orienta os pais sobre cuidados no ambiente domiciliar, como estímulos sensoriais, posturas corretas e sinais de alerta que devem ser observados. 

O Papel da Família e da Rede de Apoio

O nascimento prematuro é um momento delicado que traz consigo uma mistura de sentimentos — medo, incerteza e, muitas vezes, culpa. Nesse contexto, a presença de uma rede de apoio sólida faz toda a diferença para o bem-estar emocional dos pais e o desenvolvimento saudável do bebê.

A rede de apoio é composta por familiares, amigos, profissionais de saúde e grupos de convivência, que ajudam a compartilhar experiências, acolher dúvidas e oferecer suporte emocional e prático. A troca com outras famílias que também viveram a prematuridade pode proporcionar conforto e fortalecer a confiança dos pais no cuidado com o bebê.

A importância das Políticas Públicas

O enfrentamento da prematuridade vai além do cuidado individual: ele depende diretamente da ação conjunta do Estado e da sociedade. Garantir o acesso universal e de qualidade ao pré-natal, com profissionais capacitados e acompanhamento contínuo, é uma das principais medidas para reduzir os índices de partos prematuros.

Além disso, é fundamental ampliar e equipar as unidades de terapia intensiva neonatal (UTIs), garantindo estrutura adequada e equipes multidisciplinares preparadas para acolher e tratar os recém-nascidos prematuros. Programas públicos voltados à orientação das gestantes, assistência social e acompanhamento infantil também têm papel essencial na prevenção e no cuidado pós-nascimento.

As políticas públicas devem ainda promover equidade na saúde, assegurando que mulheres em situação de vulnerabilidade social tenham o mesmo acesso à informação, exames e tratamentos. A campanha do Novembro Roxo busca justamente mobilizar gestores, profissionais e a sociedade civil para fortalecer essas ações e cobrar a implementação de medidas que salvam vidas.

 

Fontes:

  1. BBENTO, M. A. I. “Novembro Roxo”, mês de atenção à prematuridade. Disponível em: https://www.saude.ms.gov.br/novembro-roxo-mes-de-atencao-a-prematuridade/. Acesso em: 4 nov. 2025.
  2. BRASIL. Ministério da Saúde. Agenda de ações estratégicas para redução da mortalidade infantil e fetal. Brasília: Ministério da Saúde, 2020.
  3. BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Criança (PNAISC). Brasília: Ministério da Saúde, 2018.
  4. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Atenção à saúde do recém-nascido: cuidados gerais. 2. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2022.
  5. DE, D. Novembro Roxo. Prematuridade.com. Disponível em: https://prematuridade.com/novembroroxo/. Acesso em: 4 nov. 2025.
  6. MUNDIAL, D. Novembro Roxo: Dia Mundial da Prematuridade. Disponível em: https://soperj.com.br/novembro-roxo-dia-mundial-da-prematuridade/. Acesso em: 4 nov. 2025.
  7. ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS). Born too soon: decade of action on preterm birth. Geneva: World Health Organization, 2023. Disponível em: https://www.who.int/publications/i/item/born-too-soon-2023. Acesso em: 4 nov. 2025.
  8. SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA (SBP). Manual de seguimento ambulatorial do recém-nascido de risco. São Paulo: SBP, 2021. Disponível em: https://www.sbp.com.br. Acesso em: 4 nov. 2025.
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